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6º a 9º ano

Nesse segmento da escolaridade, observam-se mudanças significativas no desenvolvimento dos alunos, os últimos traços da infância dão lugar a um novo corpo e a novas formas de compreender o mundo.

Para responder a essas transformações da adolescência, o Centro Educacional Fonte do Saber introduz no Ensino Fundamental 2 novos desafios na dinâmica escolar, por meio dos quais procura manter o vínculo positivo com a aprendizagem e com o conhecimento que se constrói nas séries anteriores.

Gradativamente, o currículo vai ganhando um caráter mais político e cada vez mais voltado para o universo além dos muros da escola. É tempo de discutir profundamente acontecimentos culturais, políticos, econômicos, tecnológicos e do meio ambiente, seja em contextos próximos ou distantes.

O estudo

Desde as séries iniciais, há ações de caráter pedagógico voltadas para a aprendizagem de formas eficazes de estudo. No Fundamental 2, esse propósito se intensifica, e o estudo passa a ser o tema central em torno do qual se desenvolvem as propostas de ensino. É importante aprender a estudar, e o aluno deve enfrentar com segurança os desafios das diversas disciplinas do segmento. Os professores especialistas se dedicam ao ensino e à aplicação de procedimentos adequados de cada área de estudo.

Em vários momentos, os professores contribuem para ampliar o repertório de estratégias de estudo. Orientam a produção de sínteses, retomadas e reflexões sobre o trabalho desenvolvido pela classe. Antes das provas, dão orientações de estudos específicas, sugerindo formas de rever os conteúdos trabalhados. Progressivamente, cada professor e os próprios alunos elaboram orientações de estudo a partir de procedimentos conhecidos que partilham em aula, tornando-se mais autônomos.

Nesta etapa, estudar não se limita mais a fazer as lições propostas pelo professor. Espera-se que os alunos dediquem diariamente cerca de um hora e meia a duas ao estudo em casa, incluindo-se as tarefas propostas, as atividades de estudo e as revisões autônomas, assim como as leituras de escolha própria ou indicadas pela escola. Não se aprende a estudar apenas fazendo lições de casa – outras ações são necessárias a essa conquista.

No início de cada trimestre, os alunos recebem um plano de estudos de cada disciplina, pois conhecer com antecedência os temas curriculares pode favorecer sua adesão e sua colaboração na organização do trabalho escolar.

O currículo

Os professores organizam o ensino a partir da proposição de problemas, preocupando-se com o sentido dos conhecimentos e estimulando os alunos a se responsabilizarem pelos desafios. A busca constante por novas soluções, a socialização de estratégias e a relação saudável com o erro garantem o envolvimento dos alunos no processo de aprendizagem.

A escola incentiva a tomada de consciência das próprias estratégias no aprendizado, as sistematizações e a construção de novos significados para conhecimentos já adquiridos. Essas medidas visam a ajudar todos os alunos a construírem um bom percurso escolar.

No 6º e no 7º anos, há aulas de Língua Portuguesa, Matemática, Ciências Naturais, Ciências Humanas, Inglês Educação Física, Arte e Orientação Educacional.

No 8º e no 9º anos, além dessas disciplinas, introduz-se uma aula semanal de História da Arte, as aulas de Ciências Humanas passam a ser específicas de História e Geografia, e há também uma aula semanal de Política e Sociedade, para aprofundar a formação social e política dos alunos.

Além das aulas regulares, a escola organiza Semanas de Atividades Diversificadas (SAD), em que se promovem formas diferenciadas de contato com o saber e com a própria interação dos alunos com outras classes e séries. Nas SAD, que acontecem duas ou três vezes por ano, em semanas encurtadas por feriados, abre-se espaço para debates e palestras com profissionais convidados, para grupos de estudo e pesquisa formados por alunos de séries diferentes, e para visitas a lugares da cidade que não só enriquecem o repertório cultural dos alunos como ensejam um uso diferenciado do espaço escolar e da circulação pela cidade.

A tecnologia encontra-se inserida nas diversas propostas de trabalho, de modo a potencializar a interação entre os alunos e deles com os objetos de conhecimento, intensificando as aprendizagens.

A organização do ano escolar

O ano escolar é dividido em trimestres. No início de cada um, os alunos recebem um Plano de Estudos de cada disciplina, contendo objetivos, conteúdos, instrumentos de avaliação e cronograma das aulas. Esses planos são publicados no site da escola, e os pais podem consultá-los.

Muitas vezes, os professores introduzem um tópico propondo como lição de casa uma leitura conjunta do plano com os pais, a fim de promover o início de uma interlocução entre pais e filhos sobre o programa do trimestre. Acreditamos que a atenção e o interesse das famílias pelos temas de estudo desenvolvidos pela escola contribui para que os alunos estabeleçam relações ricas e significativas, e diminui a possibilidade de os estudantes organizarem as aprendizagens de dentro e de fora da escola em compartimentos estanques. Por isso, sugerimos que os pais se informem sobre os temas de estudos de seus filhos e, sempre que possível, conversem com eles sobre esses assuntos.

Tempo e agrupamento
Das 7h20 às 12h50.
No horário regular das aulas, há cinco aulas de 60 minutos e um intervalo de 30 minutos depois da 3ª. Os alunos podem levar lanche ou comprá-lo na cantina, que oferece um cardápio orientado por nutricionista da própria escola.
Como nos segmentos anteriores, os professores do Fundamental 2 agrupam os alunos de acordo com o objetivo da atividade proposta: eles podem trabalhar individualmente, em duplas ou grupos maiores.
Quando mudam o espaço ou o agrupamento, os alunos assistem às aulas organizados em duplas, que são alteradas a cada 15 dias e seguidas de autoavaliação sobre a interação e a produtividade da parceria. Essas análises permitem ao professor fazer ajustes e, aos alunos, autoconhecer-se e explorarem a parceria com todos os membros da turma.
Os materiais curriculares
Os materiais curriculares de apoio ao processo de aprendizagem são diversificados. As disciplinas organizam projetos e sequências didáticas em cadernos pedagógicos com textos, tarefas, desafios e autoavaliações elaborados e organizados pela equipe. A escola adota poucos livros didáticos, dando prioridade ao material criado internamente.
O caderno de classe é muito importante: mais do que objeto de anotações e tarefas, é um documento do processo de aprendizagem. Registra a evolução do aluno, e as aulas e as atividades de ensino. Nele aparecem as hipóteses iniciais, as informações, as reformulações, as conclusões, as sínteses, as dúvidas e os fechamentos dos estudos. Em todas as disciplinas, os alunos são orientados e supervisionados nessa documentação com ordem e clareza, de modo que o caderno possa ser usado para estudo e revisão.
Os trabalhos de campo
A partir do 6º ano, além de promover novas experiências de convivência e integração entre os alunos, as viagens organizadas pela escola se voltam prioritariamente para o estudo. Os trabalhos de campo são organizados para aproximar esse estudo da realidade e para que os alunos possam aplicar procedimentos próprios das disciplinas envolvidas: fotografia, entrevistas, desenho ou observação.
Professores e monitores especializados – que acompanham os alunos – planejam ações para o trabalho pressupondo uma intensa preparação com aulas, leituras e levantamento de questões a investigar. Na volta, as experiências vividas em campo são retomadas em aula, com a sistematização dos registros de modo que os conhecimentos aprendidos sejam organizados e partilhados com a comunidade escolar. Assim, a participação dos alunos nos trabalhos de campo é fundamental para o desenvolvimento do trabalho curricular.
Permanência na escola após o horário das aulas
Apenas os alunos inscritos nos treinos esportivos e nas atividades extracurriculares, ou aqueles convocados para SMA podem permanecer na escola depois da aula, nos dias e horários correspondentes. Quando for preciso usar a biblioteca ou o laboratório de informática para fazer trabalhos escolares, deve-se agendar previamente com os responsáveis pelos setores. Se houver tempo entre as atividades extracurriculares e os horários de transporte, é obrigatória a participação do aluno no Projeto Conviver, cuja rotina inclui uma série de tarefas de apoio ao convívio.
A escola oferece uma gama muito diversificada de atividades extracurriculares no período da tarde, de modo a atender o amplo espectro de interesses dos alunos dessa faixa etária. Há grupos de projetos de investigação científica, grupos de leitura, oficina de matemática, projetos de construção de jogos eletrônicos, aulas de teatro, música, além dos treinos esportivos. Há também um grupo denominado Vila Ativa, que se dedica a conhecer e a atuar na organização do espaço da cidade.

Orientação educacional

A Orientação Educacional atua em parceira com alunos, professores e família, com a finalidade de orientar os alunos em sua formação integral, isto é, de apoiá-los em seu desenvolvimento intelectual, social, moral e político.

Os orientadores educacionais trabalham junto aos professores, trocando informações sobre os alunos, discutindo encaminhamentos e propondo ações. Com as famílias, o contato se dá nas reuniões de pais, marcadas pela escola ou pela própria família, para compreender melhor o contexto do aluno e oferecer orientações às famílias, a fim de que compreendam os princípios subjacentes à tarefa educativa.

O contato dos orientadores educacionais com os alunos é diário, durante algumas aulas e também fora da sala. O foco desse trabalho é ajudar os alunos em sua formação como estudantes, com objetivo de se tornarem cada vez mais responsáveis pela própria vida escolar e ainda avançarem na construção de valores e atitudes para uma boa convivência em grupo.

Para os 6º e 7º anos, há aulas semanais de orientação educacional, visando à organização para os estudos e à construção de valores. São discutidas as estratégias para uso de agenda, organização dos cadernos e pastas, e a organização do tempo e da rotina com as lições de casa. Além disso, há discussões sobre preconceito, solidariedade, cooperação e respeito, a partir de textos teóricos, contos literários, vídeos temáticos etc.

Nas turmas de 8º e 9º anos, o orientador educacional continua a trabalhar a organização para os estudos com os alunos que têm ainda essa necessidade. O trabalho relativo à construção de valores é feito com maior ênfase nas aulas de Política e Sociedade.

Assembleia de classe

As assembleias de classe acontecem mensalmente, e estão voltadas para a discussão do convívio entre os alunos de uma mesma classe, a reflexão sobre problemas comuns ao grupo e propostas de soluções e acordos de convivência. Favorecem a participação e o interesse em tudo o que afeta o grupo: a colaboração entre os alunos, a ajuda mútua e o respeito aos acordos coletivos. Os temas debatidos variam de acordo com os grupos e com as series, e são definidos pelos próprios alunos.

Aprender a ouvir o outro, a considerar seu ponto de vista e a respeitar opiniões divergentes, reconhecer e felicitar as conquistas pessoais e do grupo, são capacidades passíveis de desenvolvimento nesse tipo de atividade.

Avaliação

Os processos avaliativos visam a obter informações sobre a aprendizagem do aluno, para ajudá-lo a avançar e, ao mesmo tempo, a ensiná-lo a conhecer seu próprio nível de desempenho e a saber mostrá-lo em situações formais de avaliação. Entre os instrumentos utilizados, figuram provas, trabalhos, produção de texto, autoavaliação e tarefas específicas de cada campo do conhecimento.

Os resultados no 6º e no 7º anos são comunicados por meio dos conceitos A, B, C, D e E. O conceito final para aprovação é B, o que significa que os alunos precisam ter média B em todos os trimestres para ser aprovados, bem como 75% de presença do total de aulas dadas de cada disciplina ao longo do ano letivo. No 8º e no 9º anos, são utilizadas notas numéricas de zero a dez, sendo a média de aprovação 6,0. Os resultados são comunicados em um boletim entregue aos pais na reunião subsequente ao trimestre.

A prova trimestral tem um peso significativo na composição do conceito, já que retoma o conteúdo estudado ao longo do trimestre. Dessa forma, além do estudo constante, o aluno deve ter claro que precisa se preparar especialmente para as provas, retomando os procedimentos de estudo referentes a cada disciplina.

O processo de recuperação é paralelo e contínuo, ou seja, ocorre ao longo do próprio trimestre, por meio de um sistema de atividades específicas, e não depois que ele termina. Chamamos esse processo de SMA (Sistema de Melhoria da Aprendizagem), em que são atendidos os alunos que precisam de mais tempo de estudo e de novas propostas, mais ajustadas a seu ritmo e estilo de aprendizagem.
O objetivo último é melhorar a aprendizagem dos alunos nas aulas regulares do próprio trimestre. Nesse processo paralelo, não se atribui nova nota ou conceito e nem se muda o resultado do trimestre anterior.